Venezuela movimenta tropas e o Brasil é o último a saber

A ditadura da Venezuela movimentou tropas e aviões de combate na fronteira com a Colômbia. 10 países da América Latina denunciaram a atitude de Nicolás Maduro. Brasil foi o último a saber e evitou criticar o chavista.

Uma declaração assinada pelos governos de Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru, integrantes do “Grupo de Lima”, expressa “profunda preocupação” com informações recentes sobre movimentação de armamentos e aviões de combate venezuelanos na fronteira com a Colômbia.

O documento, divulgado ontem pela chancelaria do Chile, surpreendeu o Itamaraty. Segundo fontes diplomáticas, a declaração foi considerada fruto de “claríssimos açodamento e precipitação”.

O Brasil, que também participa do grupo de 12 países criado em 2017, não foi consultado.

Diplomatas afirmam que o país tem com a Colômbia uma colaboração estreita e regular na área de Defesa, e que o assunto não deveria ser tratado numa nota sem uma consulta aos dois governos.

Os signatários também pedem à Venezuela a abertura de um canal para facilitar a entrada de ajuda humanitária, condenam a ruptura constitucional no país, manifestam “profunda consternação” pelas violações de direitos humanos e não reconhecem o resultado das eleições que renovaram o poder de Nicolás Maduro.

A assessoria do Itamaraty declarou em nota:

O Governo brasileiro foi consultado, mas optou por não associar-se à declaração emitida por integrantes do Grupo de Lima uma vez que o texto vai além de pleitos associados à defesa do retorno da Venezuela à democracia, tratando também da questão da segurança. O Brasil já dispõe de mecanismos regulares de consultas com a Colômbia e outros vizinhos sobre defesa e segurança.

 

Com informações do jornal O Globo
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia