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Vídeo desmente grande mídia sobre incidente com jornalista Acosta

Em um segmento de três minutos e meio transmitido na noite em que as credenciais do jornalista Jim Acosta foram revogadas, nenhuma vez a CNN mostrou a cena onde Acosta toca a estagiária da Casa Branca.

De acordo com o The New York Times e a CNN, a assessora de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, mentiu quando disse que o correspondente da CNN na Casa Branca, Jim Acosta, tocou uma estagiária da Casa Branca que se aproximou dele para retirar um microfone que ele segurava.

Em um comunicado oficial, a CNN disse que “a assessora de imprensa Sarah Sanders mentiu”. O New York Times acusou Sanders de “afirmar falsamente que o Sr. Acosta havia colocado as mãos em uma jovem”. Acosta, em resposta direta a Sanders, disse que “isso é mentira”.

Sanders citou o incidente com a estagiária como a razão para revogar as credenciais de Acosta na Casa Branca e compartilhou um vídeo do ato como prova, conforme noticiou a Renova Mídia.

O vídeo mostra a estagiária caminhando em direção a Acosta depois que Trump indicou várias vezes que estava passando a palavra ao próximo repórter. A assistente tenta pegar o microfone duas vezes com a mão direita enquanto Acosta o segura. Em sua terceira tentativa, a estagiária pega o microfone com a mão esquerda. Neste ponto, Acosta empurra seu braço para baixo. A força do movimento de Acosta é evidente porque a figura da estagiária é impelida para frente, perdendo momentaneamente o equilíbrio e mostrando um olhar surpreso quando se vira para Acosta.

Embora possa haver alguma incerteza sobre quanta força Acosta usou, não há dúvida de que seu comportamento em relação à estagiária foi rude. Considerando que não há consenso sobre o que aconteceu, mesmo entre outras mídias, as acusações da CNN e do The New York Times são, no mínimo, infundadas.

Matt Dornic, vice-presidente de comunicações da CNN, até acusou a Casa Branca de editar o vídeo.

“Vocês editaram esse vídeo. As mentiras nunca acabam”, escreveu Dornic no Twitter.

Embora Sanders tenha citado em seu comunicado o incidente específico com a estagiária, o New York Times e a CNN informaram que o acesso de Acosta foi revogado porque ele fez perguntas difíceis a Trump. Essa afirmação requer contexto. Acosta tem feito perguntas difíceis tanto para o presidente quanto para sua assessora de imprensa há quase dois anos. Ele regularmente interrompe as coletivas de imprensa e usa suas perguntas para defender tópicos que o interessam. A Casa Branca nunca ameaçou revogar seu acesso devido ao seu estilo.

“O presidente Trump acredita na liberdade de imprensa e espera e aceita perguntas difíceis sobre ele e sua administração. No entanto, nunca toleraremos que um repórter coloque as mãos em uma jovem que só tenta fazer seu trabalho como estagiária da Casa Branca”, disse Sanders em um comunicado.

“Essa conduta é absolutamente inaceitável. Também é completamente desrespeitoso para os colegas do repórter não lhes dar a oportunidade de fazer uma pergunta.”

Existe apenas um vídeo conhecido que mostra o incidente. O relato de um repórter da Reuters que estava presente também questiona a afirmação da Casa Branca.

“Eu estava sentado ao lado de Acosta na coletiva de imprensa de hoje e não o vi ‘colocando as mãos’ na jovem estagiária como afirma a Casa Branca”, escreveu o repórter da Reuters Jeff Mason no Twitter.

Sanders respondeu às perguntas sobre sua declaração na tarde de 8 de novembro.

“A questão é: o repórter a tocou ou não? O vídeo é claro, ele fez isso. Nós mantemos nossa declaração”, disse Sanders em um comunicado.

A maneira pela qual um espectador pode perceber o incidente no vídeo pode estar sujeita à subjetividade. Uma maneira de analisar a situação é considerar como a CNN e o New York Times descreveriam o incidente se o repórter fosse da Fox News e a estagiária fosse da administração Obama.

Em um segmento de três minutos e meio que entrevistou Acosta na noite em que suas credenciais foram revogadas, nenhuma vez a CNN mostrou a parte do vídeo com a cena de Acosta e a estagiária. Confira:

Adaptado da fonte Epoch Times

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