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Villas Bôas diz que eleição de Bolsonaro não representa volta dos militares

O general Eduardo Villas Bôas, que completou 67 anos na última quarta-feira (7), falou sobre a “inevitável associação” entre Exército e o novo governo.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o Comandante do Exército Brasileiro descartou riscos à democracia no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Ao ser questionado sobre o fato de Bolsonaro ser o primeiro militar eleito presidente pelo voto direto desde 1945, o general Villas Bôas respondeu:

Estamos tratando com muito cuidado essa interpretação de que a eleição dele representa uma volta dos militares ao poder. Absolutamente não é.

Alguns militares foram eleitos, outros fazem parte da equipe dele, mas institucionalmente há uma separação.

E, alertando sobre uma possível politização dos quartéis, o Comandante do Exército Brasileiro acrescentou:

E nós estamos trabalhando com muita ênfase para caracterizar isso, porque queremos evitar que a política entre novamente nos quartéis.

O jornal apontou a persona militar de Bolsonaro e a presença de muitas figuras militares na cúpula do futuro governo. “A associação com o Exército é inevitável, não?”, questionou o entrevistador.

O general Villas Bôas explicou:

É inevitável. Até porque a população de certa forma estava pedindo isso. Houve uma pesquisa recente que perguntou se a população era a favor de uma intervenção militar. Deu um índice de 45%.

Eu não via nada de ideológico nisso, esquerda ou direita, é mais uma reclamação sobre a questão dos valores.

As Forças Armadas são consideradas um repositório de valores mais conservadores. Havia essa demanda por parte da população, então é decorrência natural essa interpretação de que há uma volta de militares ao poder.

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