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Villas Bôas diz que militares ajudam na ‘estabilidade do governo’

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia
Villas Bôas diz que militares ajudam na 'estabilidade do governo'

Villas Bôas diz que Olavo de Carvalho “já vem passando do ponto há muito tempo, agindo com total desrespeito aos militares e às Forças Armadas”.

O ex-comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, concedeu entrevista ao Estadão para falar sobre o imbróglio recente envolvendo o filósofo Olavo de Carvalho e o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto Santos Cruz.

Villas Bôas, que está na reserva e exerce o cargo de assessor especial do ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), disse que Olavo “dá a impressão de ser uma pessoa doente, que se arvora com mandato para querer tutelar o País”.

O general disse que as Forças Armadas estão “trazendo consigo seus valores” e que isso “contribui para a estabilidade do País e do governo” do presidente Jair Bolsonaro.

“Talvez por isso, o sr. Olavo de Carvalho se sinta desprestigiado e queira disputar espaço com os militares, junto à Presidência da República”, acrescentou Villas Bôas.

O ex-comandante do Exército disse que Olavo “já vem passando do ponto há muito tempo, agindo com total desrespeito aos militares e às Forças Armadas”.

“É também muito grave a maneira como ele se refere com impropérios a oficiais da estatura dos generais Mourão, Santos Cruz e Heleno e aos militares em geral”, adicionou o general.

Questionado sobre o que fazer diante de Olavo, o militar respondeu:

“Rebater Olavo de Carvalho seria dar a ele a importância e a relevância que não tem e não merece. Ele está prestando um enorme desserviço ao País. Em um momento em que precisamos de convergências, ele está estimulando as desavenças. Às vezes, ele me dá a impressão de ser uma pessoa doente, que se arvora com mandato para querer tutelar o País.”

Villas Bôas também rejeitou a narrativa de que os militares querem assumir o poder em dois anos, através do vice Hamilton Mourão:

“Isso é uma inverdade que beira o ridículo. Não passa na nossa maneira de pensar algo desse tipo, porque seria uma deslealdade com o presidente e a lealdade é o valor que os militares tomam como religião. O general Mourão, a quem conheço com profundidade, tampouco se prestaria a participar desse tipo de articulação. “

Sobre a possibilidade de Santos Cruz deixar o governo, o ex-comandante respondeu:

“Não acredito. Cada um está imbuído em auxiliar o governo e o Santos Cruz expressa isso, a enorme responsabilidade que ele tem, e a sua importância para a articulação política em relação ao que ocorre no Congresso.”

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