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Villas Boas diz que Sínodo da Amazônia será explorado por ambientalistas

Tarciso Morais

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Villas Boas diz que Sínodo da Amazônia será explorado por ambientalistas
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“Eles não são inimigos, mas estão pautados por uma série de dados distorcidos”, afirma o ex-comandante do Exército.

O general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército Brasileiro, afirmou que, ao “escapar” para questões ambientais, o Sínodo da Amazônia adquiriu “viés político”.

Atuando atualmente como assessor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, Villas Bôas admitiu que o governo Jair Bolsonaro está em alerta sobre o evento que será realizado no mês que vem, em Roma, mas tentou amenizar o tom de confronto com o Vaticano:

“Eles não são inimigos, mas estão pautados por uma série de dados distorcidos, que não correspondem à realidade do que acontece na Amazônia.”

Em entrevista ao jornal Estadão, Villas Bôas falou sobre o Sínodo da Amazônia:

“Estamos preocupados, sim, com o que pode sair de lá, no relatório final, com as suas deliberações. E, depois, como tudo isso vai chegar à opinião pública internacional porque, certamente, vai ser explorado pelos ambientalistas. Agora, que fique claro: não vamos admitir interferência em questões internas do nosso país. Lá, nas discussões, as coisas se misturam e o Sínodo escapou para questões ambientais e também tem o viés político.”

Questionado sobre se a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estava acompanhando as mobilizações dos bispos católicos, o general respondeu:

“É preciso tirar este estigma da Abin. A Abin não faz espionagem. Ela trabalha principalmente com fontes abertas. Acompanha tudo porque cabe a ela colher todas as informações, processá-las e encaminhá-las ao presidente. A Abin acompanha a situação da Venezuela, a questão das queimadas… Não quer dizer com isso que tenha infiltrado gente ou cometido qualquer atividade ilícita. A Abin não comete ilícitos.”

Indagado sobre se o Sínodo da Amazônia é visto como um inimigo do Brasil, Villas Boas completou:

“Eles não são inimigos, mas estão pautados por uma série de dados distorcidos, que não correspondem à realidade do que acontece na Amazônia. Seria muito mais proveitoso que eles, institucionalmente, procurassem o governo brasileiro para se inteirar do que realmente está acontecendo, das intenções, das práticas e o progresso que o governo quer implantar para aquela região.”

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